quinta-feira, 19 de novembro de 2009

"Em poucos lugares do mundo a natureza se apresenta tão pujante e extensa como no Brasil, imenso campo de batalha, onde os homens tiveram de lutar com tantos elementos hostis.

DEFFONTAINE, Pierre. Geografia Humana do Brasil. Revista Brasileira de Geografia. v. 1. 1939.

AFF...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

"O covarde só ameaça quando se acha em segurança." (Goethe)

domingo, 16 de agosto de 2009

A arte de se fazer respeitar ou Tratado sobre a honra

Quem integrou tal aristocracia no seu íntimo, ou seja, o homem culto, chegará logo ao ponto em que não lhe passará mais pela cabeça revidar a manifestação da rudeza alheia e pôr-se em pé de igualdade com seu autor; não conhecerá nenhuma outra disputa a não ser a da argumentação, mas recorerá à violência física - que pode emanar diferentemente tanto da natureza inanimada como dos animais e dos homens, movidos por um impulso animal -, com a precaução e a força que são requiridas para detê-la e evitá-la, quando nada mais houver a fazer. Mas não se trata de uma questão de honra, e sim de sua tranquilidade.

Em suma, em se tratando de injúrias ou insultos, seja por palavras ou atos, assevero que esses podem irritar e aborrecer um homem sensato, mas de modo algum tocam a sua honra, porque essa consiste na opinião que se tem sobre ele e que não pode alterar-se por coisas que lhes são exteriores, a não ser no caso de pessoas de mente muito fraca, cuja opinião não conta. Um homem sensato pode, por conseguinte, extravasar sua irritação ou seu desgosto por meio de uma reação proporcional ao fato, mas deve ser mais tolerado como fraqueza humana do que como um dever que lhe é exigido para salvar sua honra. E, portanto, se contrariamente ele pensa o suficiente para não se importar, sua honra, em vez de sofrer as consequências, poderá até mesmo ganhar com isso.

SCHOPENHAUER, Arthur. A arte de se fazer respeitar ou Tratado sobre a honra. 1851.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Epicurando...

"O essencial para nossa felicidade é nossa condição íntima e dela somos senhores." Epicuro

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Ecos do passado...

“Porém, se o homem levou milhares de anos para aprender, de certa forma, a prever as remotas consequências naturais relativas aos processos produtivos, mais tempo levou para aprender a calcular as longínquas conseqüências sociais desses mesmos atos.”

ENGELS, F. O Papel do trabalho na transformação do macaco em homem.1876.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Novo Organum

"Mesmo os resultados até agora alcançados devem-se muito mais ao acaso e a tentativas que à ciência. Com efeito, as ciências que ora possuímos nada mais são que combinações de descobertas anteriores. Não constituem novos métodos de descoberta nem esquemas para novas operações."

FRANCIS BACON. Novo Organum ou Verdadeiras Indicações Acerca da Interpretação da Natureza. 1620.

Discurso

"A descrição dos enunciados se dirige, segundo uma dimensão de certa forma vertical, às condições da existência dos diferentes conjuntos significantes. Daí um paradoxo: ela não tenta contornar as performances verbais para descobrir, atrás delas, ou sob sua superfície aparente, um elemento oculto, um sentido secreto que nelas se esconde, ou que através dela aparece sem dizê-lo; e, entretanto, o enunciado não é imediatamente visível; não se apresenta de forma tão manifesta quanto uma estrutura gramatical ou lógica (mesmo se essa não estiver inteiramente clara, mesmo se for difícil elucidar). O enunciado é, ao mesmo tempo, não visível e não oculto. (...) Desse ponto de vista, não se reconhece nenhum enunciado latente: pois aquilo a que nos dirigimos está evidente na linguagem efetiva."

FOUCAULT, M. Arqueologia do saber. 2007. P.124

domingo, 7 de junho de 2009

Aspiração...

"Jamais considere seus estudos como uma obrigação, mas como uma oportunidade invejável para aprender a conhecer a influência libertadora da beleza do reino do espírito, para seu próprio prazer pessoal e para proveito da comunidade à qual seu futuro trabalho pertencer."

EINSTEIN, Albert. Como vejo o mundo. ca. 1931.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sabedoria...

“É maravilhoso. A coisa mais importante de se dizer sempre é: eu me enganei

FIORIN, José Luiz. Elementos de análise do discurso. 2000

terça-feira, 26 de maio de 2009

sábado, 16 de maio de 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Discurso do método

"(...) tendo aprendido já no colégio que não se poderia imaginar nada de tão estranho e de tão pouco crível que não tivesse sido dito por algum dos filósofos; e depois disso, ao viajar, tendo reconhecido que todos os que têm sentimentos muito contrários aos nossos nem por isso são bárbaros nem selvagens, mas que vários usam tanto ou mais que nós a razão; e tendo considerado como um mesmo homem, com seu mesmo espírito, tendo sido criado desde a infância por franceses ou alemães, torna-se diferente do que seria se tivesse sempre vivido entre chineses ou canibais; ecomo, até nas modas de nossas roupas a mesma coisa que nos agradou há dez anos, e que talvez nos agrade também daqui a menos de dez anos, parece-nos agora extravagante e ridícula; de sorte que é muito mais o costume e o exemplo que nos persuadem do que algum conhecimento certo e, não obstante, a pluralidade de opniões não é uma prova que valha para as verdades um pouco difíceis de descobrir;porque é muito mais verossímil que um só homem as tenha encontrado do que um povo interio; eu não podia escolher ninguém cujasopniões parecessem preferíveis as dos outros, e achei-me como que forçado a empreender conduzir-me a mim mesmo."

DESCARTES, René. Discurso do método. 1637

sábado, 9 de maio de 2009

Discurso sobre as ciências e as artes

Atualmente, quando buscas mais sutis e um gosto mais fino reduziram a princípios a arte de agradar, reina entre nossos costumes uma uniformidade desprezível e enganosa, e parece que todos os espíritos se fundiram num mesmo molde: incessantemente a polidez impõe, o decoro ordena; incessantemente seguem-se os usos e nunca o próprio gênio. Não se ousa mais parecer tal como se é e, sob tal coerção perpétua, os homens que formam o rebanho chamado sociedade, nas mesmas circunstâncias, farão todos as mesmas coisas desde que motivos mais poderosos os desviem. (...) Não mais amizades sinceras e estima real; não mais confiança cimentada. As suspeitas, os receios, os medos, a frieza, a reserva, o ódio, a traição esconder-se-ão todo o tempo sob esse véu uniforme e pérfido da polidez, sob essa urbanidade tão exaltada que devemos às luzes de nosso século."

ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre as ciências e as artes. 1749.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Desejo Sol! =)

Tudo que vejo está nítido como um girassol.

Tenho o costume de andar pelas estradas

Olhando para a direita e para a esquerda,

E de vez em quando olhando para trás...

E o que vejo a cada momento

É aquilo que nunca antes eu tinha visto,

E eu sei dar por isso muito bem...

Sei ter o pasmo comigo

Que teria uma criança se, ao nascer,

Reparasse que nascera deveras...

Sinto-me nascido a cada momento

Para a completa novidade do mundo...

Creio no mundo como num malmequer,

Porque o vejo. Mas não penso nele

Porque pensar é não compreender...

O mundo não se fez para pensarmos nele

(Pensar é estar doente dos olhos)

Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...

Se falo na natureza não é porque saiba o que ela é,

Mas porque a amo, e amo-a por isso,

Porque quem ama nunca sabe o que ama

Nem sabe porque ama, nem o que é amar...

Amar é a primeira inocência.


...

Só a natureza é divina, e ela não é divina...

Se às vezes falo dela como de um ente

É que para falar dela preciso usar da linguagem dos homens

Que dá personalidade às cousas,

E impõe nomes às cousas.

Mas as cousas não têm nome nem personalidade:

Existem, e o céu é grande e a terra larga,

E o nosso coração do tamanho de um punho fechado...

Bendito seja eu por tudo quanto não sei.

É isso tudo que verdadeiramente sou.

Gozo tudo isso como quem está aqui ao sol...


Alberto Caeiro. O Guardador de Rebanhos. 1914.