quinta-feira, 19 de novembro de 2009
domingo, 16 de agosto de 2009
A arte de se fazer respeitar ou Tratado sobre a honra
Em suma, em se tratando de injúrias ou insultos, seja por palavras ou atos, assevero que esses podem irritar e aborrecer um homem sensato, mas de modo algum tocam a sua honra, porque essa consiste na opinião que se tem sobre ele e que não pode alterar-se por coisas que lhes são exteriores, a não ser no caso de pessoas de mente muito fraca, cuja opinião não conta. Um homem sensato pode, por conseguinte, extravasar sua irritação ou seu desgosto por meio de uma reação proporcional ao fato, mas deve ser mais tolerado como fraqueza humana do que como um dever que lhe é exigido para salvar sua honra. E, portanto, se contrariamente ele pensa o suficiente para não se importar, sua honra, em vez de sofrer as consequências, poderá até mesmo ganhar com isso.
SCHOPENHAUER, Arthur. A arte de se fazer respeitar ou Tratado sobre a honra. 1851.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Epicurando...
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Ecos do passado...
ENGELS, F. O Papel do trabalho na transformação do macaco em homem.1876.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Novo Organum
FRANCIS BACON. Novo Organum ou Verdadeiras Indicações Acerca da Interpretação da Natureza. 1620.
Discurso
FOUCAULT, M. Arqueologia do saber. 2007. P.124
domingo, 7 de junho de 2009
Aspiração...
EINSTEIN, Albert. Como vejo o mundo. ca. 1931.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Sabedoria...
FIORIN, José Luiz. Elementos de análise do discurso. 2000
terça-feira, 26 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
sábado, 16 de maio de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Discurso do método
DESCARTES, René. Discurso do método. 1637
sábado, 9 de maio de 2009
Discurso sobre as ciências e as artes
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre as ciências e as artes. 1749.
terça-feira, 28 de abril de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Desejo Sol! =)
Tudo que vejo está nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo comigo
Que teria uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a completa novidade do mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a primeira inocência.
...
Só a natureza é divina, e ela não é divina...
Se às vezes falo dela como de um ente
É que para falar dela preciso usar da linguagem dos homens
Que dá personalidade às cousas,
E impõe nomes às cousas.
Mas as cousas não têm nome nem personalidade:
Existem, e o céu é grande e a terra larga,
E o nosso coração do tamanho de um punho fechado...
Bendito seja eu por tudo quanto não sei.
É isso tudo que verdadeiramente sou.
Gozo tudo isso como quem está aqui ao sol...
Alberto Caeiro. O Guardador de Rebanhos. 1914.